quinta-feira, agosto 02, 2007

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sábado, julho 28, 2007

Teologia Ascética e Mística: A Luxúria




Assim como quis Deus que andasse em anexo um prazer sensível ao alimento, para ajudar ao homem conservar a vida, assim ligou um prazer especial aos atos pelos quais se propaga a espécie humana.

Este prazer é, conseguinte, permitido às pessoas casadas, contanto que usem dele para o nobilíssimo fim para que foi instituído o matrimônio, a transmissão da vida; fora do matrimônio, é rigorosamente interdito esse prazer. A despeito dessa proibição, há infelizmente em nós, a partir sobretudo dos anos da puberdade ou da adolescência, uma tendência mais ou menos violenta a experimentar esse prazer, até mesmo fora do matrimônio legítimo. É esta tendência desordenada que se chama luxúria, e é condenada em dois preceitos do decálogo: 6.º Guardar a castidade nas palavras e nas obras; 9.º Guardar a castidade nos pensamentos e nos desejos.

Não são, pois, somente proibidos os atos externos, senão também os atos internos consentidos, imaginações, pensamentos e desejos. E com toda a razão porque, se alguém se demora, de propósito deliberado, em imagens, em pensamentos desonestos, ou em maus desejos, logo os sentidos se perturbam, produzindo-se movimentos orgânicos, que muitas vezes serão prelúdio de atos contrário a pureza. Quem quiser, pois, evitar estes atos, tem que combater pensamentos e imaginações perigosas.

Toda vez que se quer ou procura diretamente o prazer mau, o prazer volutuoso, há pecado mortal. É que, de fato, é gravíssima desordem por em risco a conservação e propagação da raça humana. Ora, uma vez que se assentasse como princípio, que é lícito procurar o prazer da carne em pensamentos, palavras ou ações fora do uso legítimo do matrimônio, seria impossível por freio ao furor desta paixão, cujas exigências aumentam com as satisfações que se lhe concedem, e dentro em breve seria frustrado o fim do Criador.

Sob aspecto da perfeição, não há, depois do orgulho, obstáculo maior ao progresso espiritual que o vício impuro: a) Solitária ou cometida com outras pessoas, não tardam essas faltas em produzir atos tirânicos, que paralisam todo o ardor para a perfeição e inclinam a vontade para as alegrias grosseiras. Gosto da oração, desejo de qualquer virtude austera, aspirações nobres e generosas, tudo isso desaparece. b) A alma é invadida pelo egoísmo: o amor, que se tinha para os pais e os amigos, estiola-se e desaparece quase completamente; não resta mais do que o desejo de gozar, a todo preço dos prazeres maus: é uma verdadeira obsessão. c) Rompe-se, então, o equilíbrio das faculdades: é o corpo e a volúpia que manda; a vontade torna-se escrava desta ignominiosa paixão, e dentro em breve revolta-se contra Deus, que proíbe e que castiga esses prazeres maus.

Para resistir a paixão tão perigosa, requerem-se: convicções profundas, a fuga das ocasiões, a mortificação e a oração.

Convicções profundas, tanto sobre a necessidade de combater este vício como sobre a possibilidade de o vencer. O que dissemos da gravidade do pecado da luxúria mostra bem como é necessário evitá-lo, para nos não expormos às penas eternas. A estes motivos se podem acrescentar mais dois, tirados de São Paulo: 1º) Somos templos vivos da Santíssima Trindade, templos santificados pela presença do Deus de toda a santidade e por uma participação da vida divina. Ora, nada contamina mais este templo que o vício impuro que profana ha um tempo o corpo e alma, do homem batizado. 2º) Somos membros de Jesus Cristo, em quem somos incorporados pelo batismo; e, por conseguinte, devemos respeitar o nosso corpo como o corpo do próprio Cristo. E havíamos de profanar com atos contrários a natureza?! Não seria uma espécie de sacrilégio abominável procurar esse prazer grosseiro que nos abate ao nível dos irracionais?!

(Fonte: Compêndio da Teologia Ascética e Mística - Apostolado da Imprensa - 1961)

quarta-feira, julho 25, 2007

Catecismo Online: Criador do Céu e da Terra...


O que agora vamos expor que a criação de todas as coisas mostrará claramente como era necessário explicar antes aos fiéis a noção da onipotência divina. Com maior facilidade acreditarão o milagre que se manifesta em obra tão grandiosa, se nenhuma duvida tiverem a respeito do imenso poder do Criador.

Pois Deus não formou o mundo de qualquer matéria, mas criou-o do nada, sem a tanto ser obrigado por violência estranha ou necessidade natural; mas por sua livre e espontânea vontade.

Nenhum outro motivo o impediu a criar o mundo, senão de comunicar sua própria bondade a todas as coisas que criasse. Possuindo por si mesmo toda a felicidade, a natureza de Deus não tem carência de coisa nenhuma, como o exprime o rei Davi: "Disse eu ao Senhor: Vós sois o meu Deus, e não tendes precisão de meus bens"(sal 15,1).

A inteligência divina possui, dentro de si mesma, a idéia exemplar de todas as coisas. Comtemplando, pois, em si mesmo essa idéia exemplar; e reproduzindo-a, por assim dizer, com a suma sabedoria e o infinito poder, que lhe são próprios, o supremo artífice (autor, inventor) criou no princípio todas as coisas do Universo. "Ele disse, e tudo foi feito; Ele mandou, e tudo foi criado" (Sal 148,5).

Na próxima postagem iremos detalhar a criação divina.
(Fonte: Catecismo da Igreja Católica - Ed, Vozes - 1962)

domingo, julho 22, 2007

8º Domingo depois de Pentecostes


O Espírito Santo que circula, por assim dizer, nas velas da Igreja, circula assim igualmente na vela de todos os fiéis e faz com que possamos dizer a verdade: "Pai-nosso que estais nos Céus" e que esperamos participar com Jesus Cristo na herança de Deus. Mas para merecermos entrar num dia nos tabernáculos eternos, é necessário que aqui na Terra vivamos realmente como filhos e que nos deixemos docilmente conduzir para onde nos levar o Espírito de Deus que deve orientar e informar toda a nossa vida. E aqui está aquela sabedoria cristã que a Igreja nos aconselha a pedir na oração da missa e que o Evangelho louva e diz que, em matéria de espírito, ultrapassa a previdência dos filhos dos séculos das coisas da Terra.

(Fonte Missal Quotidiano - Dom Gaspar Lefebvre - 1957)

sexta-feira, julho 20, 2007

Teologia Ascética e Mística: A Gula



A gula não é senão o abuso do prazer legítimo que Deus quis acompanhasse o comer e o beber, tão necessário à conservação do indivíduo. Vamos expor aqui este pecado capital que é um dos que estão anexos a sensualidade.

A natureza da gula é o amor desordenado dos prazeres da mesa, da bebida ou da comida. A desordem consiste em procurar o prazer do alimento, por si mesmo. Considerando-o explicitamente como um fim, a exemplo daqueles que fazem do seu ventre um deus, "quorum Deus venter est"; ou em procurar com excesso, sem respeitar as regras que dita a sobriedade, algumas vezes até com o prejuízo da saúde.

A malícia da gula vem de escravizar a alma ao corpo, materializar o homem, enfraquecer sua vida intelectual e moral, preparando-o, por um pendor insensível, ao prazer da volúpia, que, em substância, é do mesmo gênero. Para lhe determinarmos com precisão a culpabilidade, importa fazer esta distinção.

A gula é falta grave, quando chega a excessos tais que nos torne incapazes, por tempo notável, de cumprir os nossos deveres de estado ou obedecer as leis divinas e eclesiásticas; por exemplo, quando prejudica a saúde, quando dá origem a despesas irresponsáveis, que põe em risco os interesses da família, e quando leva a faltar às leis da abstinência ou do jejum. O mesmo se diga, quando se torna de faltas graves.

A gula não passa de falta venial, quando alguém sede aos prazeres da mesa imoderadamente, mas sem cair em excessos graves, sem se expor a infringir qualquer preceito importante.

Sob o aspecto da perfeição, é a gula um obstáculo sério: 1) que prepara a alma para capitulações perigosas; 2) é fonte de muitas faltas, produzindo uma alegria excessiva, que leva a dissipação, a loquacidade, aos gracejos de gosto duvidoso, à falta de recato e modéstia, e abre assim a alma aos assaltos do demônio.

O princípio que nos deve dirigir na luta contra a gula, é que o prazer não é o fim, senão meio, e que, por conseguinte, deve ser subordinado a razão iluminada pela fé. Ora, a fé diz-nos que é necessário santificar os prazeres da mesa com pureza de intenção, sobriedade e mortificação.

(Fonte: Compêndio de Teologia Ascética e Mística - Apostolado da Imprensa - 1961)

quarta-feira, julho 18, 2007

Catecismo Online: Deus Pai Todo poderoso...



Por via de regra, a Sagrada Escritura emprega muitas expressões para indicar o sumo poder e a imensa majestade de Deus. Mostra-nos, assim, com quanto respeito devemos venerar seu Nome Santíssimo.

Deus declara de si mesmo: "Eu sou o Senhor Todo-Poderoso" (Gen 17,1). Quando ensinava os filhos a José, Jacob rezou por eles: "Meus Deus, o Todo-Poderoso, vo-lo torne propício!"(Gen 43,14) - No Apocalipse também está escrito: "O Senhor Deus, que é, e que era, e que há de vir: o Todo-Poderoso"(Apoc 1,8). Noutra passagem fala "do grande dia de Deus Todo-Poderoso"(Apoc 16,44).

Algumas vezes, enuncia-se o mesmo atributo por meio de paráfrases. Assim acontece nas seguintes passagens: "A Deus, nada é impossível"(Lc 1,37). "Porventura, a mão do Senhor já não terá força?"(Num 11,23) - "Em Vossa mão está usar de poder, quando quiserdes"(Sap 12,18). - E outras mais, do mesmo sentido, que se resumem indubitavelmente nesta única palavra: Todo-Poderoso.

O conceito de Todo-poderoso nos dá a entender que nada existe, nada se pode pensar ou imaginar que Deus não tenha a virtude de realizar. Apesar de poder tudo, Deus não pode todavia mentir, nem enganar, nem ser enganado, nem pecar, nem perecer, nem ignorar coisa alguma. São deficiências que ocorrem numa natureza, cuja operação é imperfeita.

Além disso, não há nada o que mais concorra para firmar nossa fé e esperança do que a convicção, profundamente gravada em nossas almas, de que a Deus nada é Impossível (Lc 1,37).

Tudo o que nos for necessário crer, por grandes e e admiráveis que sejam os mistérios, por mais que transcendam as leis ordinárias da natureza, a razão humana os aceitará com facilidade, uma vez que tenha uma noção exata da onipotência de Deus. Quanto mais sublimes as verdades que vem de Deus, tanto maior sua presteza em aceitá-las.

Quando tem de se esperar algum benefício, [o cristão] nunca arrefece ante a grandeza do bem almejado. Sente pelo contrário, sua coragem e esperança crescerem com a idéia de que a Deus Todo-Poderoso nada é Impossível.

Se neste artigo dizemos que o Pai é Todo-Poderoso, ninguém caia no erro de pensar que só a ele atribuímos este predicado, de sorte que não seja também comum ao filho e ao Espírito Santo. Como afirmamos que o Pai é Deus, que o filho é Deus, e que o Espírito Santo é Deus; assim também dizemos que 0 Pai é Todo-Poderoso, que o filho é Todo-Poderoso, que o Espírito Santo é Todo-Poderoso, sem contudo asseverarmos que haja três onipotências, mas sim um só Onipotente.

Esta fé leva-nos afinal a reconhecer e proclamar os intensos benefícios de Deus para conosco. Quem pensa em Deus Onipotente não poderá ser tão desagradecido que não diga muitas vezes: "Grandes coisas operou em mim, aquele que é poderoso (Luc 1,49).

(Fonte: Catecismo da Igreja Católica - Ed. Vozes - 1962)

segunda-feira, julho 16, 2007

Ave Gratia Plena: Festa de Nossa Senhora do Monte Carmelo


Foi no Monte carmelo que o profeta Elias, viu uma nuvem num período de grande seca. Esta nuvem, que precedia uma chuva redentora ao qual o povo de Israel tanto almejava. Com forma de mão humana esta nuvem, era figura da Virgem Maria da qual sairia o Redentor que iria lavar nossos pecados com seu santíssimo sangue. Dos seguidores de Elias, surgira mais tarde a ordem dos eremitas do Carmo. Originando na palestina esta ordem se difundira pelo mundo chegando inclusive na Inglaterra onde vivia São Simão Stock.

Nascido em 1165 no castelo de Harford, no condado de Kent, Inglaterra, fora consagrado desde pequeno por sua mãe a Maria Santíssima. Com sete anos de idade iniciou o estudo das Belas artes no Colégio de Oxford e durante sua primeira comunhão consagrou sua virgindade a Virgem Santa. Perseguido pela inveja do irmão mais velho e atendendo a um pedido interior decide então se isolar aos 12 anos, encontrando refúgio em uma floresta onde viveu isolado durante 20 anos, em penitência e orações. São Simão Stock teve revelações de Nossa Senhora que pedira ao pequeno monge que se integrasse a um grupo de eremitas que vivia no monte Carmelo, na Palestina. Após estudar teologia e receber a sagrada Ordem, em 1213 durante a visita de dois frades carmelitas, recebeu o hábito da Ordem, em Aylesford. Na manhã do dia 16 de julho de 1251, após fervorosas orações à Mãe do Carmelo rogando-lhe sua proteção, recitando a bela oração por ele composta, Flos Carmelis. Segundo ele próprio relatou ao Pe. Pedro Swayngton, seu secretário e confessor, de repente “a Virgem me apareceu em grande cortejo, e, tendo na mão o hábito da Ordem, disse-me: '"Recebe, diletíssimo filho, este Escapulário de tua Ordem como sinal distintivo e a marca do privilégio que eu obtive para ti e para todos os filhos do Carmelo; é um sinal de salvação, uma salvaguarda nos perigos, aliança de paz e de uma proteção sempiterna. Quem morrer revestido com ele será preservado do fogo eterno’”. São Simão Stock após vários esforços e milagres que o acompanhara entregou sua alma a Deus no dia 16 de maio de 1265. Nossa Senhora além do escapulário apareceu ao Papa JoãoXXII, a 03 de março de 1322, comunicando àqueles que usarem seu Escapulário: “Eu, sua Mãe, baixarei graciosamente ao purgatório no sábado seguinte à sua morte, e os lavarei daquelas penas e os levarei ao monte santo da vida eterna”. Juntamente com várias promessas:
1º Quem morrer com o Escapulário não padecerá o fogo do inferno.
2º Nossa Senhora livrará do Purgatório quem portar seu Escapulário, no primeiro sábado após sua morte.

Flos Carmeli,
vitis florigera,
splendor caeli,
virgo puerpera
singularis.

Mater mitis
sed viri nescia
Carmelitis
esto propitia
stella maris.

Radix Iesse
germinans flosculum
nos ad esse
tecum in saeculum
patiaris.

Inter spinas
quae crescis lilium
serva puras
mentes fragilium
tutelaris.

Armatura
fortis pugnantium
furunt bella
tende praesidium
scapularis.

Per incerta
prudens consilium
per adversa
iuge solatium
largiaris.

Mater dulcis
Carmeli domina,
plebem tuam
reple laetitia
qua bearis

Paradisi
clavis et ianua,
fac nos duci
quo, Mater, gloria
coronaris.
Amen.